sábado, 23 de outubro de 2010

Da série: Um pouco do Caminho de Todas Nós

Americano's Girls,
Comecei aqui a contar um pouquinho de mim. Principalmente porque tenho vivido em conflito nestes últimos dias.
Pensado muito neste tempo daí das fotos. Imaginado como seria minha vida se tivesse seguido este ou aquele caminho.
Foi assim que resolvi escrever sobre o que sou expert: eu mesma.
Não é a toa que voces perceberam que mudei muito. Minha maior caracterísca é a de ser muito eclética. Não gosto de rotinas, me incomoda andar pelas mesmas ruas, gosto de ter amigos diferentes um do outro, mantenho os padrões morais que aprendi com meus pais, e principalmente adoro sair por este mundão de meu Deus vendo gente e culturas diferentes. Deve ser o tal sangue de beduínos no DNA. Tenho dois filhos que amo de paixão e procuro ajudar e apoiar nas suas angústias. Iuri está com 28 e Amanda 21. Ambos são muito amorosos comigo. Jamais quiseram fugir de casa, andar com qualquer roupa, de qualquer jeito, nem ter uma casa só sua, nem que para isso tivessem que dormir no chão. 
São tão diferentes da nossa geração, com seus sofrimentos, suas ideologias. E olhem que amadurecemos para vida já na década de 70, mas mesmo assim, éramos mais idealistas. Nossos ideais estavam relacionados a viver e vivíamos para nós, aparência não era a coisa importante. Ter ou não ter não era a questão; e sim, ser ou não ser.
Percebi isso na fala de vocês no sábado, e depois conversando com a Guga, falamos de como tínhamos outros interesses. Não que os deles estejam errados - sem julgamentos - estou é fazendo uma constatação das tais diferenças de gerações. Nossa vantagem competitiva com a geração anterior é a de que conseguimos conversar mais abertamente com os filhos. E assim tem sido. Sou uma mãe também muito amorosa e mesmo com as alegrias e frustrações dos casamentos e descasamentos, as pessoas, os amigos e a família, foram muito importantes para continuar, mas em novas etapas, em novos capítulos.
Meu pai ainda vive e assim como minha mãe (já falecida), segue sendo um grande exemplo de vida. Todo o vigor, alegria e desejo de viver são herança muito presentes deles.
Profissionalmente a escolha foi difícil com todo este temperamento eclético. Mas depois de muitas opções (Jornalismo, Arquitetura, Ed física, Informática e Enfermagem) e de um teste vocacional que me deixou mais confusa, deixei a vida me levar.
Assim que escolhi a Enfermagem como profissão quando me dei conta de como gostava de cuidar dos outros, e de que aquela mesada que eu gastava na farmácia da esquina da Giordano Bruno e mantinha a caixa de sapatos disfarçada de caixa de Primeiros Socorros, tinha um significado maior do que simplesmente esperar que alguém chegasse para eu fazer meus curativos e/ou estancar o sangue que por vezes escorria quente das veias.
Estudei muito, trabalhei em vários locais, muitas vezes ao mesmo tempo e aprendi muito. Tinha sonhos profissionais que realizei. Gosto muito de fazer o que faço nas noites que estou no plantão do HPS. Existem muitos “porens” em ser uma enfermeira. A vida da profissão, quase a mais antiga – a mais antiga é a precursora da minha: a prostituição - não e fácil. Quando virei os 45, comecei a perceber que poderia ter outra atividade profissional. Estava começando a me preparar para aposentadoria e que creio eu, está bem perto. Nestas buscas, experimentei, me imaginei, analisei e decidi ingressar em algo tão eclético como eu. Assim que sou formanda (bah falta 1 semestre sem contar este que já esta no fim) em Comunicação Digital, curso da Unisinos que é um jornalismo voltado pra web e que possibilita varias facetas profissionais. Estagio na Unisinos Virtual há quase dois anos e aproveito também da minha vivência como professora, para montar o layout das aulas dos cursos de educação à distância.
Então garotas, tenho feito o que posso para ajudar a trilhar e construir os tais caminhos. Às vezes difíceis caminhadas ao entardecer quando as pernas já estão cansadas de andanças pelas ladeiras das cidades. Depois, nestas mesmas cidades, os declives acentuados também facilitam e nos devolvem o fôlego, permitindo enxergar o rio e ver o belíssimo pôr-do-sol. Ah, e também não há nada que um cochilo e um afago não ajude para recuperar o caminho.
E daí, num dia normal desses, recebo um mensagem de que a turma do Americano esta tentando se encontrar. Adorei!
Obs1: Detalhes sórdidos...só pessoalmente no próximo encontro!
Obs2: Quem se anima a ser a próxima? Escreva aqui mesmo na sequência. 

3 comentários:

  1. clarisse...detalhes sòrdidos...gostei!!!!porisso vamos facilitar com a ajuda dos drinks...o tempo anda mechendo conosco,meio sèculo,filhos ficando grandes,agente se obriga a se RE VER...e nosso encontro que nos remete a nossa essência(criança)tudo isto è para o bem,para mudar nossos rumos,,,mudar,criar,recriar-se,sò assim não nos perderemos..com certeza è preciso ter CULHÕES,mas isto è que não falta a nòs mulheres,,,,beijos guga

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  2. Guga!!Aham, é, nao é mole.
    Quero te levar o álbum!! Que tal hj? Te ligooo! bjs Clarice

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  3. Também quero os detalhes sórdidos!
    :o)

    beijos, gurias.
    Monique

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